A WORLD IMPORT BRAZIL é uma empresa especializada em importação e exportação, com atuação em todos os continentes do Planeta. Atualmente, tem como ancoragem e principal base de negócios, as importações de produtos oriundos da China; país onde mantém a mais de uma década um escritório muito bem estruturado com profissionais preparados, conhecedores profundos de todos os trâmites dos negócios internacionais, além de poliglotas, falando: Inglês, Mandarim, Frances, Espanhol, Italiano e Português.

 

O ato de ler

Os jacarandás da Praça da Alfândega voltam a florir. À sua sombra milhares de livros estarão à disposição de leitores em mais esta edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Homens e mulheres, jovens e crianças, poderão se dedicar a um ato unicamente humano e civilizado: o ato de ler.

O ato de ler é um ato de recriação do mundo. Nos primeiros sete segundos de leitura já um mundo novo é criado pelo leitor no fecundo espaço da sua imaginação. A geografia física e espiritual do mundo ficcional e poético surge diante de quem lê, que passa então, a reescrever a obra, da qual se torna também o autor.

O ato de ler é um ato de coragem existencial. O leitor joga-se inteiro num universo de narrativas ou de metáforas desconhecidas, construídas pela energia fabulativa e poetizante do escritor, e feitas de toda alma e de todo corpo, sem tréguas e sem piedade, no desvendamento implacável dos recônditos mais complexos ou obscuros da condição humana.

O ato de ler é um ato de fusão dialética entre razão e sensibilidade. No Oriente, sintetiza Confúcio e Lao Tse. No Ocidente, talvez Marx e Freud. O aparato descritivo da razão é fulminado por transcendências, insolitudes, e inquietado por hipóteses de existência incompreensíveis à luz da razão, mas contudo iluminadoras dos variados sentidos da vida.

O ato de ler é um ato de encantamento. Para uma "humanidade que não suporta tanta realidade" , como sabe T.S. Eliot, a leitura é uma viagem segura para a nau insensata da sensibilidade, levando-a a paragens e a estágios supra-racionais, fazendo-a perder-se, mas não completamente. Quando o leitor fecha um livro, às vezes a contragosto, recobra o seu estado de normalidade, sem correr altos riscos.

O ato de ler é um ato fundador de atitudes. O fio de descobertas, de revelações, através de personagens e metáforas, desata-se em outros atos que vão entrelaçando tecidos espirituais, fortalecendo sínteses morais, quando então se condensam no elemento espiritual de uma nova atitude. E esta, do fundo do ser, oferta ao caráter um novo molde psíquico, regenerador da personalidade.

O ato de ler é um ato de amor e de crença na espécie humana e em si mesmo.


DILAN CAMARGO




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